Postagens

Mostrando postagens com o rótulo MULHERES

Visita íntima e direito sexual: como opera o controle da sexualidade da mulher presa?

Imagem
Direito sexual e reprodutivo e controle da sexualidade da mulher presa Visita íntima e direito sexual: como opera o controle da sexualidade da mulher presa? Mulheres presas e o direito à sexualidade: a dificuldade das visitas íntimas em prisões femininas Isabella Matosinhos e Isabela Araújo Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando Já escrevemos alguns textos em nossa coluna sobre as variadas formas que a violência contra as mulheres adquire em nossa sociedade: desde a que acontece dentro de casa - através da violência doméstica e infantil ou do trabalho do cuidado delegado à elas-, até as múltiplas violências contra sua identidade de gênero, passando também pelo estupro e abuso  sexual legitimado (ou não) socialmente. Como pano de fundo desses textos está a nossa intenção de demonstrar como todas essas violações organizam e estruturam a sociedade em que vivemos. Nessa linha de raciocínio, em um de nossos últimos artigos, falamos sobre como nossa e...

Mocinhas deveriam poder sentar-se como quiserem: a cultura do estupro no cotidiano

Imagem
Mocinhas deveriam poder sentar-se como quiserem: a cultura do estupro no cotidiano  “Senta igual moça”: da cultura do estupro à violencia sexual cotidiana Sexo e agressividade deveriam andar separados!: entendendo a violência sexual por meio da cultura do estupro A cultura do estupro no cotidiano social Isabela Araújo e Isabella Matosinhos Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando Qual o seu maior medo, em termos de violência? A resposta de cada um de nós a essa pergunta certamente irá variar a depender de nossa raça, classe social, gênero, orientação sexual e outros fatores. Se você é uma leitora mulher, provavelmente não é prentensão nossa afirmar que dentre as três primeiras situações que passam em sua cabeça para responder à pergunta está a violência sexual. Esse também é certamente um dos maiores medos de nós duas, que escrevemos este texto. E é sobre esse assunto que tratamos hoje. Nossa proposta é escrever sobre a violência sexual por meio d...

Reflexões sobre as formas específicas com que o “mundo do crime” pune mulheres

Imagem
 Reflexões sobre as formas específicas com que o “mundo do crime” pune mulheres  O corte de cabelo forçado que grupos criminais impõem a determinadas mulheres: cruzamentos entre gênero e violência Os símbolos dos castigos: a “lei do crime” e as “punições” específicas sofridas por mulheres Ana Beraldo Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando Na coluna desta semana, proponho uma discussão acerca das “punições” infligidas por grupos criminais a meninas e mulheres que de alguma maneira apresentam comportamentos considerados inadequados pelos membros dessas organizações. Mais especificamente, quero me deter sobre uma forma específica de “castigo” predominantemente aplicado em corpos femininos: o corte forçado dos cabelos. Meu argumento é que esse tipo de prática, cujo cerne parece estar em uma espécie de “desfeminização” das vítimas, pode nos dizer muito sobre as profundas interconexões existentes entre dinâmicas de criminalidade, violência e gênero...

Prevenção e Segurança: Mulheres à frente das políticas municipais

Imagem
Não precisamos de guerreiros: quem deve comandar a segurança nos municípios? Sem heróis e donzelas: por novas lógicas na gestão da segurança pública dos municípios Prevenção e Segurança: Mulheres à frente das políticas municipais As mulheres à frente das políticas municipais de segurança Natália Martino e Daniela Tiffany P. de Carvalho  Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando Avançamos muito nas discussões sobre o papel dos municípios na segurança pública nos últimos anos, haja vista a ampliação das atribuições e competências das guardas municipais. Entretanto, na prática, a pauta da segurança no município ainda está baseada em lógicas tradicionais e militarizadas como forma de enfrentamento da criminalidade e da violência.  E os resultados dessas políticas não são capazes de romper com a frustração dos agentes públicos e a sensação de insegurança dos cidadãos e cidadãs.  Cotidianamente, ouvimos dos operadores municipais de segurança que ...

Por que a decisão do STF de absolver um réu de feminicídio é um retrocesso?

Imagem
  Por que a decisão do STF de absolver um réu de feminicídio é um retrocesso? O argumento da legítima defesa da honra e a absolvição de um réu confesso de tentativa de feminicídio em pleno 2020: como brechas na Justiça põem em xeque o avanço das leis de proteção à mulher no Brasil? Cinco motivos pelos quais o Supremo errou ao reabilitar a “legítima defesa da honra” Isabella Matosinhos Angélica dos Santos Daniely Reis Ludmila Ribeiro Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando Em 2016, na pacata cidade de Nova Era, interior mineiro, um homem, suspeitando que sua ex-companheira estava envolvida com outra pessoa, tentou matá-la com três facadas. A vítima sobreviveu ao ataque e o agressor foi absolvido no ano seguinte pelo júri.  Esse é claramente mais um entre os diversos casos de feminicídio - tentados ou consumados - que diariamente acontecem no Brasil nos dias de hoje, ceifando a vida de uma mulher a cada seis horas.  A partir da lei 13.104, ...

Sobre elas, mas não por elas: as mulheres e o trabalho do cuidado

Imagem
   Sobre elas, mas não por elas: as mulheres e o trabalho do cuidado Luana Hordones Isabela Araújo Thais Lemos Duarte Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando Em meio a pandemia do novo coronavírus, Mirtes – uma mulher negra, da periferia de Recife - precisava trabalhar, mas não tinha com quem deixar seu filho, o pequeno Miguel de cinco anos. A avó do menino precisou ir ao médico e, por isso, não pode ficar com ele. Então, Mirtes decidiu levar a criança consigo para o que seria mais um dia ordinário de trabalho. Enquanto passeava com o cachorro dos patrões, Mirtes deixou Miguel com Sari, a dona da casa. Diante da agonia do menino que procurava a mãe, Sari o deixou vaguear sozinho pelo prédio, resultando em grande tragédia: Miguel morreu na frente de Mirtes, logo após cair de um dos andares do edifício.  Sem querer reduzir a dor de Mirtes, de Miguel e de sua família, “cuidado”, “gênero”, “divisão sexual do trabalho”, “maternidade” e “desigu...