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Mostrando postagens com o rótulo SEGURANÇA

O “novo cangaço”: o que é e como a Segurança Pública deve entender o fenômeno?

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Fuzis, cidades sitiadas e muito dinheiro: o que é o “novo cangaço”? O “novo cangaço”: o que é e como a Segurança Pública deve entender o fenômeno? Assaltos espetaculares: considerações sobre o “novo cangaço” Ana Beraldo Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando Um grupo de homens fortemente armados de fuzis e explosivos, vestidos com coletes à prova de balas, chega em uma pequena cidade do interior. Eles cercam a cidade, rendem os policiais e iniciam um grande e espetacular assalto a banco. A ação, extremamente bem coordenada, é resultado, logicamente, de muito planejamento. Essa cena pode parecer saída de um filme de ação estadunidense, mas é, na verdade, ocorrência relativamente comum em terras tupiniquins. A esse fenômeno damos o nome de “novo cangaço”, em referência aos “cangaceiros” que, como os liderados por Lampião e Maria Bonita, dedicavam-se a saquear vilarejos, assaltar fazendas, aterrorizar populações e confrontar as forças de segurança estata...

Tecnologias de videomonitoramento aplicados a segurança pública - possibilidades e desafios

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Tecnologias de videomonitoramento aplicados a segurança pública - possibilidades e desafios Bruna Hausemer e Nayara de Amorim Salgado Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando O primeiro uso documentado de câmeras com o intuito de vigiar ocorreu nos anos de 1920, quando o cientista russo Léon Theremin inventou um sistema wireless que conectava uma câmera de vídeo à uma televisão. Seu invento foi prontamente empregado pela extinta União Soviética para incrementar o controle de acesso ao Kremlin em Moscou. Enquanto nos Estados Unidos e na Europa, a partir de meados do século XX, muitos governos passaram a utilizar o videomonitoramento de forma ampla, no Brasil, o fenômeno ficou restrito às últimas décadas. Porém, por aqui, o uso de câmeras tem se acelerado com a disseminação das empresas de vigilância patrimonial, que proliferam acompanhando a onda de violência pelo território nacional.  Quase um século após a sua invenção, os circuitos fechados de víd...

Observatórios de segurança pública como ferramentas para impulsionar a segurança

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Observatórios de segurança pública como ferramentas para impulsionar a segurança Por uma segurança pública baseada em evidências: o papel dos observatórios de segurança Os caminhos da segurança pública baseada em evidências Isabella Matosinhos e Isabela Araújo Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando Parece ser senso comum que o crime tem aumentado. Independente do espaço temporal ou geográfico em que estamos, a época do presente sempre será a mais perigosa e com mais insegurança quando comparada a períodos anteriores. Frases como “o crime tem aumentado” ou “aqui costumava ser mais seguro” estão presentes em conversas corriqueiras do dia a dia, além de serem, diversas vezes, endossadas pela mídia sensacionalista. Apesar de serem afirmações simples, o que está por trás desse imaginário coletivo certamente não é. Quando falamos sobre aumento de criminalidade, sensação de insegurança ou vitimização, estamos falando sobre a mensuração desses fenômenos e s...

Segurança pública em crise? O que podemos esperar.

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Segurança pública em crise? O que podemos esperar. Ariane Gontijo Lopes Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando O cenário da criminalidade violenta no Brasil já era um problema grave há muitas décadas e na atualidade não é diferente. Não bastasse o elevado número de homicídios que vivemos no país há anos, temos enfrentado sensivelmente a frágil situação que se encontra o debate sobre a segurança pública em meio a um intenso desmonte de diversas políticas públicas do governo federal. Quando se fala em segurança pública, o imaginário mais do senso comum é de que a segurança ou é ação exclusiva das polícias até uma noção mais genérica de que é dever de toda população. Nesse bojo se encontra uma nuance complexa e densa, que é como prover políticas nessa área, como corresponder ao que a população pensa sobre o “crime/criminoso” e o que são consideradas intervenções estatais “legítimas”.  É inegável que, com o processo de redemocratização, a chamada “que...

Mídia e segurança pública no Brasil: até onde ajuda e quando atrapalha?

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Mídia e segurança pública no Brasil: até onde ajuda e quando atrapalha?  Notas sobre mídia e segurança pública no Brasil Quais são os limites da relação entre mídia e segurança pública? Nayara de Amorim Salgado e Isabela Araújo Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando Impossível pensar na nossa sociedade atual e na democracia moderna de uma forma desvinculada da mídia e seus meios de comunicação. Devido a popularização de veículos midiáticos, como a internet, as informações sobre os mais diversos assuntos chegam aos indivíduos de forma rápida e em um único clique o cidadão tem acesso a vários temas sobre os acontecimentos de seu país e do mundo. Nesse sentido, refletir sobre as tantas informações que recebemos de forma tão veloz, adquire grande importância. Neste sentido, as mídias são hoje não apenas referência do monopólio sobre a produção e de difusão em grande escala da informação, mas também possuem poder para formação da opinião das massas...

Segurança Pública: o (re)nascimento de um antigo paradigma

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Segurança Pública: o (re)nascimento de um antigo paradigma Ariane Gontijo Lopes  Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando Falar sobre segurança pública é sempre um desafio no Estado Democrático de Direitos, pois a dimensão de controle e repressão à criminalidade se alia às ações de inteligência, de planejamento, de integração e de inovação das políticas de prevenção às violências. Fato é que a segurança pública no Brasil consiste em um problema grave - haja vista o número elevado de assassinatos no país, segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde (SIM/MS), houve 57.956 homicídios no Brasil, em 2018 (últimos dados disponíveis), o que corresponde a taxa de 27,8 mortes por 100 mil habitantes (Atlas da Violência, IPEA, 2020) - e que às vezes parece não ter fim.  Em teoria, a segurança envolve a ação de órgãos policiais (Polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária) e do Corpo de Bombeiros, do Ministério da Justiça e S...

Prevenção e Segurança: Mulheres à frente das políticas municipais

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Não precisamos de guerreiros: quem deve comandar a segurança nos municípios? Sem heróis e donzelas: por novas lógicas na gestão da segurança pública dos municípios Prevenção e Segurança: Mulheres à frente das políticas municipais As mulheres à frente das políticas municipais de segurança Natália Martino e Daniela Tiffany P. de Carvalho  Texto originalmente apresentado na coluna “Por elas” no site Justificando Avançamos muito nas discussões sobre o papel dos municípios na segurança pública nos últimos anos, haja vista a ampliação das atribuições e competências das guardas municipais. Entretanto, na prática, a pauta da segurança no município ainda está baseada em lógicas tradicionais e militarizadas como forma de enfrentamento da criminalidade e da violência.  E os resultados dessas políticas não são capazes de romper com a frustração dos agentes públicos e a sensação de insegurança dos cidadãos e cidadãs.  Cotidianamente, ouvimos dos operadores municipais de segurança que ...